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Estudo da OCDE da Atenção Primária à Saúde no Brasil

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A atenção primária à saúde tem um modelo bem organizado no Brasil, o que é resultado de compromissos contínuos com a prestação de serviços de atenção primária de alta qualidade para toda a população. Nas últimas décadas, o Brasil implementou uma série de reformas a fim de aprimorar a distribuição de médicos pelo país, o desenvolvimento de novas formas de organização de serviços, a introdução de novos modelos de financiamento e a execução de uma série de iniciativas para o aprimoramento da qualidade. Esta avaliação utiliza-se de indicadores e métodos de análise em políticas públicas para examinar o desempenho do sistema de atenção primária brasileiro, em uma perspectiva comparada reconhecida internacionalmente. Embora o estudo ressalte exemplos notáveis de sucesso, o Brasil continua a enfrentar desafios na atenção primária à medida que sua população envelhece, fatores de risco como obesidade encontram-se em ascensão e ameaças de novas pandemias demandam maior resiliência e adaptabilidade do sistema de saúde. O estudo aponta ações-chave que o Brasil deveria considerar nos próximos anos a fim de fortalecer o desempenho da atenção primária à saúde, especialmente no tocante à realização da prevenção e rastreamento das principais doenças não transmissíveis, melhoria de indicadores de qualidade do provimento da atenção primária, enfrentamento dos déficits de força de trabalho e a busca de uma transformação digital. Uma publicação adicional sobre o sistema de saúde no Brasil examina os principais desafios e abordagens necessários para aprimorar o desempenho do sistema de saúde brasileiro.

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Rastreamento na atenção primária à saúde referente às principais doenças crônicas não transmissíveis no Brasil

No Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis, como câncer, diabetes e hipertensão, têm um grande peso na saúde pública, e existem mecanismos no setor de APS para fazer o rastreamento de algumas das doenças de maior relevância epidemiológica. Existem estratégias de rastreamento e prevenção de alguns tipos de câncer, hipertensão e diabetes, mas ainda é necessário melhorar a profundidade e a abrangência de tais estratégias, especialmente expandir programas dirigidos à população para detectar câncer de mama e de colo do útero, com uma abordagem personalizada e mais estratégias de comunicação. Em relação a diabetes e hipertensão, o Brasil precisará desenvolver ainda mais os itinerários terapêuticos destas doenças com uma perspectiva centrada nas pessoas, integrando todos os prestadores de atenção à saúde em diferentes setores. As equipes de saúde da família precisarão ter as ferramentas, capacidades e incentivos adequados para assumir essas responsabilidades. Por fim, mas não menos importante, é a necessidade de sistema de informações mais abrangente, baseado em registros e que permita vincular diferentes fontes de dados.

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