1887

OECD Multilingual Summaries

OECD Science, Technology and Industry Scoreboard 2015

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Painel de Avaliação da OCDE para a Ciência, Tecnologia e Indústria em 2015

Sumário em Português

Os abrandamentos na economia costumam acelerar as mudanças estruturais e criar novos desafios e oportunidades. O Painel de Avaliação da OCDE para a Ciência, Tecnologia e Indústria em 2015 mostra de que modo os países da OCDE e as grandes economias que não fazem parte da OCDE estão a dar os primeiros passos para ultrapassarem a crise, investindo cada vez mais no futuro.

O ritmo do investimento em inovação está a aumentar

Em 2013, o investimento total em I&D na zona da OCDE aumentou 2,7% em termos reais, atingindo USD 1,1 biliões, ao mesmo tempo que a sua percentagem do PIB permaneceu inalterada desde 2012 nos 2,4%. Este aumento foi impulsionado pela I&D das empresas, ao mesmo tempo que a I&D pública foi afetada por medidas de consolidação orçamental. A inovação depende não só do investimento em I&D, mas também em ativos complementares como, por exemplo, software, design e capital humano, ou seja, capital baseado no conhecimento (CBC/KBC). O investimento em CBC tem‑se revelado resiliente na crise, e os dados relativos a 2013 mostram que o seu ritmo está a intensificar‑se em todos os setores da economia.

A combinação (ou “mix”) da investigação é importante

Desde meados da década de 1980, o investimento em investigação de base tem vindo a aumentar a um ritmo superior ao da investigação aplicada e do desenvolvimento experimental, refletindo o destaque dado por muitos governos ao financiamento da investigação científica. A investigação de base continua fortemente concentrada em universidades e organizações de investigação públicas. Uma percentagem importante da I&D realizada nessas instituições é dedicada ao desenvolvimento na Coreia do Sul (35%) e na China (43%). Em termos globais em 2013, a China investiu relativamente pouco (4%) em investigação de base em comparação com a maioria das economias da OCDE (17%), e os seus investimentos em I&D continuam fortemente orientados para o desenvolvimento de infra‑estruturas de ciência e tecnologia, ou seja, construção e equipamento.

Inovações disruptivas estão a propiciar a próxima revolução na produção

Uma nova geração de tecnologias TIC, como as que estão relacionadas com a Internet das Coisas, os grandes dados, a computação quântica, e ainda uma vaga de invenções em materiais avançados e na saúde, estão a abrir caminho a transformações profundas na forma como vamos trabalhar e viver no futuro. Em 2010‑12, os EUA, o Japão e a Coreia do Sul lideraram as invenções nestes domínios (representando coletivamente mais de 65% das famílias de patentes registadas na Europa e nos Estados Unidos) seguidos da Alemanha, França e China.

O apoio do Estado à I&D das empresas está a aumentar, mas a procura é importante

As empresas que investem em I&D têm maior probabilidade de introduzir inovações. Em 2015, 28 países da OCDE estão a utilizar incentivos fiscais à I&D para apoiar a I&D das empresas. Este apoio representou cerca de USD 50 mil milhões para países da OCDE e principais economias (África do Sul, Brasil, China e Federação Russa) em 2013. A procura também é importante para a inovação. A participação nos mercados de contratação pública ocorre com maior frequência entre as empresas grandes do que entre as PME, e há uma probabilidade muito maior de se verificar entre empresas inovadoras do que entre empresas não inovadoras.

A excelência científica assenta em núcleos de investigação (hotspots) e em redes de colaboração

Há alguns centros de excelência que continuam a dominar o panorama da ciência e da inovação. Os EUA contam com 22 das 30 universidades que tiveram um impacto relativo mais elevado entre 2003‑12. As 30 instituições com mais impacto que, tipicamente, são instituições de investigação estatais, distribuem‑se por 14 locais diferentes, incluindo em economias não pertencentes à OCDE. Quatro países, os EUA, o Reino Unido, a Alemanha e a China representaram, no seu conjunto, 50‑70% das publicações de elevado impacto entre todas as disciplinas científicas. A colaboração internacional praticamente duplicou desde 1996, representando quase 20% de todas as publicações científicas em 2013. Os EUA continuam a representar um papel fulcral nas redes científicas, quer como destino, quer como fonte de cientistas.

A inovação de ponta está altamente concentrada entre grandes empresas de I&D

Em 2012, as 2 000 principais empresas de I&D e a sua rede de 500 000 associadas representaram mais de 90% da I&D global das empresas e 66% das famílias de patentes registadas nos cinco maiores serviços de propriedade intelectual à escala global. De entre as 2000 do topo, 250 empresas multinacionais representavam 70% do investimento em I&D, 70% das patentes, quase 80% das patentes relacionadas com as TIC e 44% dos depósitos de marcas registadas. A maioria das suas sedes (55%) e filiais (40%) encontravam‑se estabelecidas nos EUA e no Japão. Mais de 80% dos ativos de PI protegidos na Europa e nos EUA pelos 2000 maiores investidores em I&D com proprietários finais globais em Hong Kong (China), Bermuda, Irlanda e Ilhas Caimão são gerados por filiais estrangeiras, localizadas maioritariamente nos EUA e na China.

As cadeias de valor globais (CVG) continuam a ser de âmbito sobretudo regional

A fragmentação internacional da produção registou uma expansão rápida, com produtos intermédios a representarem atualmente 50% das trocas comerciais mundiais em produtos industriais. A Ásia Oriental e o Sudeste Asiático (“Fábrica Ásia”) estão cada vez mais integrados e ocupam lugar de destaque na produção mundial, ao mesmo tempo que a China é um dos grandes fornecedores de produtos intermédios para muitas economias do Sudeste Asiático que se encontram mais a jusante na cadeia de produção. Em 2014, a China tinha ultrapassado o Canadá e o México, tornando‑se o maior fornecedor de produtos intermédios aos EUA. O âmbito geográfico das cadeias de valor continua a ser sobretudo regional, refletindo ligações no seio da Europa, NAFTA e “Fábrica Ásia”, com o papel das redes regionais a variar de um setor para outro.

Há um número crescente de trabalhadores envolvidos em CVG

O número de empregos relacionados com as CVG aumentou entre 2011 e 2013 para a maioria dos países europeus e nos EUA, tal como a proporção de trabalhadores altamente qualificados a trabalhar nas diversas etapas das CVG. Em 2013, aproximadamente 60 milhões de trabalhadores do setor empresarial em 21 países da UE e dos EUA participavam em CVG, sendo que 36% destes empregos correspondiam a ocupações altamente qualificadas. A satisfação da procura externa obriga a percentagens relativamente elevadas de trabalhadores pouco e altamente qualificados, ao passo que a procura interna depende mais de ocupações de qualificação média.

A crise e tendências a longo prazo alteraram a procura de emprego

Há uma percentagem maior da procura de produtos industriais da OCDE que está a ser satisfeita por trabalhadores de economias emergentes. Desde a crise, tanto as grandes como as pequenas empresas cortaram postos de trabalho, em especial na indústria. Na Europa, a crise afetou sobretudo as ocupações de rotina intensiva – em que as tarefas dos trabalhadores podem ser automatizadas, subcontratadas e/ou deslocalizadas – ao mesmo tempo que nos EUA, empregos que não envolvem rotina (por exemplo, gestão) também foram afetados. Durante a retoma de 2011‑12, os EUA recuperaram empregos em todas as ocupações, ao passo que na Europa o emprego só aumentou nas ocupações não rotineiras.

As empresas de sucesso investem nas competências dos trabalhadores

As competências organizacionais das empresas, especificamente a sua capacidade para gerirem a produção através das CVG, as competências dos trabalhadores e as funções que desempenham são alguns dos fatores impulsionadores mais importantes do desempenho das empresas e da sua capacidade para terem bons resultados nos mercados globais. Estimativas de investimento em ativos organizacionais variam entre 1,4% e 3,7% do valor acrescentado. A formação a nível da empresa permite aos trabalhadores lidar com a mudança ao mesmo tempo que os ajuda a melhorar a produtividade. As estimativas de investimentos em formação ascendem a 6‑7% do valor acrescentado em 2011‑12, sendo que a formação no local de trabalho representa, por si só, 2,4%.

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