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Relatórios Econômicos OCDE: Brasil 2018

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O forte crescimento e o considerável progresso social das últimas duas décadas fez do Brasil umas das principais economias do mundo, apesar da profunda recessão da qual a economia está agora se recuperando. No entanto, o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo e as contas públicas deterioraram-se significativamente. Reformas abrangentes são necessárias para sustentar o progresso em matéria de crescimento inclusivo. Um melhor direcionamento do gasto social nas famílias pobres reduziria a desigualdade e ao mesmo tempo asseguraria a sustentabilidade da dívida pública. Isso exigirá escolhas políticas difíceis, principalmente em relação à previdência social e às transferências sociais. A redução das transferências econômicas para o setor corporativo, juntamente com avaliações mais sistemáticas dos programas de gastos públicos, reforçará o crescimento, aperfeiçoará a governança econômica e limitará o escopo futuro do rentismo e dos subornos políticos. Para manter o potencial de crescimento da economia, é preciso mais investimento, o que pode elevar a produtividade e, ao mesmo tempo, o escopo de futuros aumentos de salário. Simplificar os impostos, reduzir os custos administrativos e agilizar a emissão de licenças aumentaria o retorno do investimento. Uma concorrência mais forte permitiria aos empreendimentos de alto desempenho prosperarem e aumentaria as oportunidades de investimento. Ao mesmo tempo, as barreiras comerciais isolam as empresas das oportunidades globais e da competição internacional. Maior integração na economia mundial levará ao aumento da competitividade das empresas brasileiras e abrirá novas oportunidades de exportação.

CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS: FORTALECER O INVESTIMENTO E A INFRAESTRUTURA; FOMENTAR A INTEGRAÇÃO NA ECONOMIA MUNDIAL

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Fomentar a integração do Brasil na economia mundial

O Brasil está menos integrado na economia mundial que outros mercados emergentes, pois as barreiras comerciais protegem as empresas de oportunidades globais e da concorrência estrangeira. Uma integração mais forte melhoraria a competitividade das empresas brasileiras nos mercados externos, por meio de melhor acesso a insumos e tecnologia em condições competitivas internacionalmente. Isso aumentaria a produtividade e permitiria às empresas pagar melhores salários. A redução das barreiras comerciais também diminuiria o custo de bens de capital, impulsionando os investimentos e o crescimento e criando novos empregos em toda a economia. Os consumidores veriam seu poder de compra aumentar, com efeitos particularmente fortes entre as famílias de baixa renda. Garantir que todos possam se beneficiar do comércio irá exigir políticas de acompanhamento para ajudar os trabalhadores a lidar com a provável realocação de empregos entre as empresas e os setores. Essas políticas deveriam se concentrar na proteção dos trabalhadores, e não dos postos de trabalho específicos, criando oportunidades de treinamento e de educação que permitem a pessoas com pouca qualificação adquirirem novas habilidades e ficarem prontas para novos empregos, enquanto protegem suas rendas na transição.

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