Perspectivas Económicas em África 2012 (Versão Condensada)

Perspectivas Económicas em África 2012 (Versão Condensada)

Promoção do Emprego Jovem You do not have access to this content

Centre de Développement de l’OCDE

Portugais
Auteur(s):
Banque africaine de développement, Organisation de Coopération et de Développement Economiques, United Nations Development Programme, Commission Economique des Nations Unies pour l’Afrique
Date de publication :
28 mai 2012
Pages :
200
ISBN :
9789264177673 (PDF) ; 9789264177659 (imprimé)
DOI :
10.1787/9789264177673-pt

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Esta 11 ª edição do Outlook Africano Económica analisa os recentes desenvolvimentos económicos, sociais e políticos e as evoluções de curto prazo prováveis ​​de 53 países africanos. A edição deste ano será pela primeira vez cobrir a Eritréia e Sudão meridional. O foco da AEO 2012 é a promoção do emprego juvenil na África, apresentando uma revisão abrangente de ambos os desafios e oportunidades África enfrenta no fornecimento de sua população jovem, com empregos suficientes e decente.
Egalement disponible en: Anglais, Français

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  • Prefácio
    Esta 11a edição do African Economic Outlook (AEO) está marcada por uma performance dual: enquanto o norte da África se recupera dos acontecimentos políticos que afetaram vários países da região, a África subsariana está crescendo fortemente. O continente está bem colocado para que se possam ir implementando reformas estruturais capazes de criar as os alicerces necessários para um crescimento forte e sustentável no médio prazo.
  • Sumário executivo
    Após uma recuperação inicial face aos efeitos da crise económica mundial de 2009, a economia africana abrandou em 2011, em consequência das revoltas árabes. Se em 2010 o crescimento do continente atingiu os 5%, em 2011 caiu para os 3.4 pontos percentuais.
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  • Ouvrir / Fermer Cacher / Voir les abstracts Performance e perspectivas em África

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    • Perspectivas macroeconómicas
      A economia de África deverá assistir a um efeito de ricochete em 2012, após as revoltas populares e a turbulência política terem feito decrescer o crescimento económico global para 3,4% em 2011.
    • Fluxos financeiros externos e receitas fiscais em África
      Os recursos financeiros africanos, tanto externos como provenientes das receitas fiscais, triplicaram nas últimas décadas e atingiram valores sem precedentes. Em 2011, o financiamento externo regressou aos níveis pré-crise, estimando-se que o total do investimento externo, da ajuda pública ao desenvolvimento e das remessas atinja os 152.2 mil milhões de USD. Em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), os fluxos externos duplicaram entre 2000 e 2006, passando de 6.8 para 12.3% – mas estima-se que em 2011 continuem a níveis mais baixos, com 8.2 por cento.
    • Evolução das negociações internacionais sobre comércio em 2011
      A tendência para estabelecer acordos comerciais, regionais e bilaterais, com vista a promover o comércio e o desenvolvimento, ganhou impulso a nível mundial. A participação em alguma modalidade de Acordo de Comércio Preferencial (ACP) tem aumentado nos últimos 20 anos, com o número de ACP a registar uma subida de 70, em 1990, para quase 300, em 2011. Os países africanos concluíram um número considerável de acordos entre si (24 ACP em vigor), mas não há nenhuma evidência de um número crescente de ACP entre África e os seus parceiros emergentes das Américas ou da Ásia (muito embora, em 2010, quatro ACP tenham sido concluídos com a Ásia Ocidental e três com a Ásia Oriental). Alguns países africanos pertencentes ao grupo de países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP) assinaram Acordos de Parceria Económica (APE) com a União Europeia (UE), tornando a Europa na região fora de África com o maior número de acordos com países africanos (16) (OMC, 2011).
    • Desenvolvimento humano
      Melhorar a qualidade de vida na África subsariana continua a ser um combate diário. A região voltou a ter o menor nível agregado dos indicadores de desenvolvimento humano - esperança de vida, educação e nível de vida - em 2011, mas registou o segundo maior crescimento anual no período 2000-2011.
    • Governação política e económica
      O mundo lembrará 2011 como o ano da "Primavera Árabe" quando as pessoas no Norte de África se revoltaram contra a opressão política, a desigualdade social e a falta de oportunidades económicas. As revoltas contra os regimes autocráticos colocaram no poder governos islâmicos e parlamentos eleitos democraticamente no Egito, Tunísia e Marrocos. Estes novos governos devem agora confrontar-se com as causas das revoluções para apaziguar no curto prazo expectativas legítimas, embora demasiado altas, oferecendo aos cidadãos uma verdadeira alternativa democrática a longo prazo.
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  • Ouvrir / Fermer Cacher / Voir les abstracts Tema Especial : Promover o emprego juvenil

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    • Promover o emprego juvenil
      Como foi demonstrado por edições sucessivas do African Economic Outlook, a taxa de crescimento de África foi superior à taxa global ao longo da última década. Contudo, um crescimento elevado não é suficiente para garantir emprego produtivo para todos. Grandes segmentos da população, e especialmente os jovens, podem ficar para trás e sentir-se frustrados. Na ausência de um processo político que lhes permita expressar as suas opiniões e produzir alterações às políticas, a instabilidade pode ser o resultado, tal como aconteceu no ano passado em certos países do Norte de África. Este é um momento oportuno para redireccionar a agenda política dos governos africanos no sentido de uma estratégia de crescimento sustentável inclusiva e criadora de emprego, destinada sobretudo a lidar com as necessidades especiais dos jovens.
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  • Ouvrir / Fermer Cacher / Voir les abstracts Notas países

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    • Fichas dos países
    • Angola
      Angola é o segundo maior produtor de petróleo de África, depois da Nigéria, produzindo mais de 1.9 milhões de barris por dia (bpd). Na sequência dos choques provocados pela desaceleração económica mundial e pela forte queda do preço do petróleo, que provocou desequilíbrios orçamentais e na balança de pagamentos, o país tem vindo gradualmente a recuperar. O crescimento do PIB registou um ligeiro aumento de 3.4% em 2010, para um valor estimado de 3.5% em 2011, impulsionado principalmente pelos preços do petróleo e pelo forte crescimento do sector não-petrolífero de 7.7%, o que ajudou a compensar os problemas de produção no sector petrolífero. O país deverá registar taxas de crescimento do PIB de 8.2% e 7.1% em 2012 e 2013, respectivamente. Tal crescimento será impulsionado principalmente pelo início do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL), orçado em 9 mil milhões USD, que irá permitir o aumento da produção de petróleo para mais de 2 milhões de bpd. As pressões inflacionárias mantiveram-se elevadas em 14.5% em 2010, e 13.5% (estimada) em 2011, principalmente em resultado do forte crescimento da procura interna. No entanto, estas deverão cair para 10.0% e 9.4% em 2012 e 2013, respectivamente (Tabela 1).
    • Cabo Verde
      Cabo Verde, um pequeno Estado insular, é, de acordo com a política de crédito[i] do Banco Africano de Desenvolvimento (BAfD), um país de rendimento médio baixo (PRMB). O Produto Nacional Bruto (PNB) per capita cabo-verdiano, em 2010, rondou os 3.270 USD, bem acima do patamar de 1.175 USD de PNB per capita dos PRMB. Apesar dos progressos significativos alcançados nas últimas duas décadas, o país continua a enfrentar alguns constrangimentos e desafios significativos ao seu desenvolvimento. Para além da insularidade, Cabo Verde tem problemas que resultam da dispersão territorial (dez ilhas) e de uma população escassa (menos de 500 mil habitantes), que limitam o seu mercado interno, um clima saheliano seco e recursos muito limitados.
    • Guiné-Bissau
      A Guiné-Bissau registou um notável desempenho económico em 2011. Em termos macroeconómicos, a taxa de crescimento do PIB atingiu 5.1% (contra 3.5% em 2010) impulsionada pelas exportações, em particular de castanha de caju. Este fruto oleaginoso foi responsável por quase 81% das exportações do país, no período 2009/2010, e atingiu 90% em 2011 devido a uma colheita excepcional. No entanto, com a crise da dívida na Europa, espera-se uma queda dos preços mundiais deste produto e, em consequência, o crescimento deve cair para 4.6% em 2012 e 4.9% em 2013.
    • Moçambique
      O aumento da produção de carvão a partir dos primeiros mega-projetos mineiros de exploração de carvão, que entraram em operação este ano, juntamente com o forte desempenho registado no sector de serviços financeiros, transportes e comunicações e construção, ajudaram a acelerar o crescimento do PIB real para 7.2%, em 2011. O país alcançou uma impressionante média de crescimento de 7.2% ao longo da última década. A continuação de um elevado Investimento Directo Estrangeiro (IDE), sobretudo em indústrias extractivas, juntamente com o forte crescimento agrícola e o investimento em infra-estruturas vai impulsionar o crescimento para 7.5% e 7.9%, em 2012 e 2013. Apesar do forte crescimento, a firme e rígida política monetária do Banco Central, apoiada por uma política orçamental prudente, reduziu a inflação anual de 12.7% para 10.8%, em 2011. As perspectivas de uma redução ainda maior da inflação para 7.2%, em 2012, e a sua estabilização em 5.6%, em 2013, vai permitir a flexibilização da política monetária em 2012, visando a expansão do crédito. A implementação de medidas pró-pobres preparadas durante 2011, juntamente com um ambicioso programa de investimento em infra-estruturas, deve ampliar o défice orçamental de 3.3%, em 2011, para 6.8% e 7.4%, em 2012 e 2013. O principal desafio económico estrutural de Moçambique, a médio prazo, reside no alargamento da sua base fiscal. Espera-se uma diminuição continuada dos fluxos de ajuda de 51.4% do orçamento, em 2010, para 39.6%, em 2012. É fundamental diversificar a base das receitas, nomeadamente através de uma maior tributação do sector extractivo, a fim de sustentar e promover uma agenda de crescimento inclusivo.
    • São Tomé e Príncipe
      São Tomé e Príncipe (STP), localizado no Equador ao largo da costa da África Ocidental, é o país africano com menor população, com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado de 253 milhões de USD e um PIB per capita de 1.222 USD em 2011. O país é considerado um estado frágil de acordo com a pontuação harmonizada do Banco Africano de Desenvolvimento (BAfD) e da Política do País e Avaliação Institucional (CPIA) do Banco Mundial, situada abaixo de 3.2 em 2010. A sua vulnerabilidade a choques exógenos é acompanhada pela alta dependência da agricultura e da ajuda pública ao desenvolvimento (APD). O sector de serviços tem sido, até agora, a força dominante na economia, representando cerca de 60% do PIB em 2010 e 48.6% em 2011 e empregando cerca de 60% da força de trabalho. Os sectores da indústria e da agricultura contribuíram cada um com 20% para o PIB (Tabela 2). De acordo com as estimativas, o crescimento real do PIB baixou ligeiramente para 4.3% em 2011, contra 4.5% em 2010. O crescimento económico global foi impulsionado principalmente pela construção, o consumo, o turismo, o comércio a retalho e o sector mineiro. Desde 2009, o Governo tem feito progressos significativos na reforma da gestão das finanças públicas. O conjunto de medidas implementadas levou o país a ocupar o 12º lugar entre 53 países no Índice Mo Ibrahim 2011 de Governação Africana.
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